“À caça do divertimento”
Certa manhã, Sexta-Feira acordara mais tarde e ficara surpreendido por não encontrar Robinson, foi então, que olhou e viu o cofre debaixo da mesa aparentemente estava fechado, mas não à chave. Levara-o para a plantação de cactos, onde o abriu e deparou-se com tecidos preciosos, jóias reluzentes, e pensou em se vestir com aquelas roupas, mas por fim achou engraçado vestir os cactos.
Depois do almoço Sexta-Feira descansava deitado na rede de lianas, quando os pássaros pousavam perto de si, ele atirava-lhes flechas com a zarabatana e à noite assava-os.
Era por hábito Robinson e o seu companheiro exercitarem todo o tipo de jogos e fazerem desafios.
Certo dia, os dois discutiram e de seguida Sexta-Feira desapareceu, regressando duas horas depois, e trazia consigo uma espécie de manequim, que demonstrava as feições do amigo como forma de amizade, Robinson ao ver aquilo ficou emocionado e abraçou-o. Como forma de agradecimento Robinson dirigiu-se até à praia onde desenhou na areia uma estátua que era semelhante a Sexta-Feira.
Sexta-Feira inventou um jogo ainda mais interessante e curioso que consistia que ele e o seu colega trocassem de personalidades.
Um dia, Sexta-Feira encontrou uma cabra ferida, cuidou dela e pôs-lhe o nome de Anda. Ora certa manhã, Sexta-Feira acordou e sentiu um cheiro a bode, não disse nada, mas ficou a pensar. Na noite seguinte, estava acordado haver se acontecia alguma coisa, foi então, que encontrou um grande bode. Sexta-Feira ficou admirado, pois nunca tinha visto nada assim, foi então, que sentiu um cheiro e deduziu que seria o rei dos bodes mais conhecido por Andoar.
Sexta-Feira já estava muito afeiçoado a Anda e não a queria perder. Então, procurou o bode para desafiá-lo e Sexta-Feira caiu juntamente com Andoar, abaixo de um precipício, mas a sorte de Sexta-Feira foi que caiu em cima do bode.
Ferido, mas ao mesmo tempo contente Sexta-Feira sentia-se glorioso por cumprir a sua promessa de matar o bode e fazê-lo voar como sempre imaginara.
Os dois amigos faziam estes divertimentos para:
- Ensinarem um ao outro aquilo que sabiam.
- Para passarem o tempo.
- Assim poderiam trocar ideias e assimilavam-nas.
Jogo
O jogo que eles poderiam ter inventado era o jogo do “Galo”. Que consiste em conseguir fazer uma linha com o mesmo símbolo.
A questão do tempo livre e lazer tornou-se uma preocupação constante nas pessoas.
O lazer está presente nas manifestações verbais e nas mais práticas corporais. Estas manifestações de lazer podem ser vistas na televisão, nas ruas, nos parques, nas universidades…
O lazer deve ser compreendido como um meio de essencial do ser humano.
Podemos considerar a ausência de qualquer actividade concreta, ou seja, uma certa liberdade de não fazer coisa nenhuma. Surgem de forma inequívoca uma tentativa de definição de um certo tempo, em contraponto com o outro tempo. Assim, parece o conceito de “baptizar” à parte do dia em que não estamos ocupados com actividades objectivamente definidas.