Era uma vez uma rapariga que se chamava Joana. A mãe dela já tinha falecido. Então, ela ficou com o pai.
O pai da Joana ficou muito abalado com a morte da esposa, então, ele começou a beber muito até ficar completamente bêbado.
Quando o pai da Joana estava completamente bêbedo batia-lhe. Ela sofria com as dores de o pai lhe bater, mas sofria principalmente pelo estado a que o pai chegou, ao desespero.
A notícia que o pai da Joana bebia até ficar completamente bêbado espalhou-se rapidamente.
Na escola quase todas as pessoas a descriminavam. Uns diziam coitada que o pai bebe até ficar completamente bêbado, outros diziam coitada, o pai fica bêbado quase todos os dias e ainda outros diziam se calhar ela também é uma bêbada como o pai.
Um dia ela decidiu fugir de casa, porque não aguentava mais aquilo. Quando ia na rua foi contra um rapaz. Eles começaram a conversar.
A Joana contou-lhe a sua história, ele falou-lhe da sua vida e tinha uma história quase idêntica à da Joana. Ele indicou-lhe um centro aonde acolhem pessoas que têm o mesmo tipo de problemas que ela.
A Joana foi a esse centro. Quando lá chegou foi atendia por uma pessoa muito simpática. Ela decidiu ficar lá uns tempos.
No dia seguinte na escola ela encontrou o rapaz que a ajudou. Ela foi ter com ele e perguntou-lhe o que é que ele estava a fazer naquela escola e ele disse-lhe que se tinha mudado para lá, ela ficou muito feliz.
As pessoas que diziam coisas sobre ela e sobre o pai ficaram muito admiradas por verem que aquele rapaz era amigo dela.
As vezes essas pessoas iam ter com ele quando a Joana não estava e perguntavam como é que ele conseguia andar com ela, e ele dizia para não falar dos outros porque também lhes podia acontecer.
O pai dela começou a procurá-la mas não a encontrou.
Um certo dia ela decidiu ir falar com o pai. Quando chegou a casa do pai ele disse-lhe para entrar.
A Joana perguntou ao pai porque é que ele começou a beber e ele disse-lhe que o motivo daquilo tudo foi falecimento da mãe dela. A Joana disse ao pai que também sofreu muito como ele e que tentou superar isso e que conseguiu. O pai dela pediu-lhe para voltar para casa, mas ela disse-lhe que não queria voltar a passar pelo mesmo. Ela disse-lhe que só voltava depois de ele se curar daquela doença que era o alcoolismo, que devia ir para um centro de recuperação. Ele pensou bem e aceitou ir.
Na semana seguinte ele foi para o centro de recuperação.
Na escola deixaram de fazer os comentários racistas de antigamente, e passaram a falar para ela. Ela arranjou muitos amigos, mas tinha o seu amigo especial que era o rapaz que conheceu na rua.
Passado três meses o pai da Joana já tinha feito tratamento e já podia voltar para casa.
Quando ele chegou a casa a Joana ficou muito feliz, porque ele fez-lhe uma surpresa.
No dia seguinte na escola os colegas deslocavam-se ao pé dela e diziam-lhe para dar os parabéns ao pai por ter recuperado assim tão rapidamente.
Nesse dia ela foi ao centro buscar as suas coisas, porque o pai já tinha voltado para casa e estava curado.
As pessoas do centro disseram-lhe que iam ter saudades dela, porque já estavam habituados a vê-la lá. Ela disse-lhes que ia lá visitá-los.
O rapaz que encontrou na rua foi com ela ao centro.
Eles todos viveram felizes para sempre.