2008/05/27

Paixão Ardente

Esta chama voraz que arde em meu peito Me atordoa, me embala, me agita no leito, Em pseudos e doces espasmos de dor... É dor saborosa, que leva à loucura, Que acalma, aquece, entorpece, tortura, Insolentes e castos eflúvios de amor... Que são estas ondas tão incoerentes, De sons e de cores, fortes, envolventes, De tantos sabores paradoxais? Serão os sentidos que estão me enganando, Ou apenas os sonhos que vão me embalando, Em meus dias maduros... tristes... outonais? Confesso... ... É o grito, o brado, o clamor, a explosão, Louco sentimento mesclado em paixão, Que sinto por ti e é tão delirante... Que só se acalma quando adormeço E do mundo, da vida, das dores esqueço, No pouso encantado de teu peito amante...
Escrito por filipa em 16:55:30 | Link permanente | Comments (0) |

Ódio

Os seus raios Ofuscaram-me a visão Não me deixando ver O que está por trás do seu clarão. Mas agora apercebi-me Que da sua aparência não passava Porque depois descobrir Que o sol queimava. Era o único sol para mim Aquele que eu sempre quis E eu acreditava Que era o sol capaz de me fazer feliz. Agora não existe mais nenhum sol E este queimou-me o coração Reduziu-as a cinzas E deixando-as perdidas...e na solidão.
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Amor e Amizade

Perguntei a um sábio, a diferença que havia entre amor e amizade, ele me disse essa verdade... O Amor é mais sensível, a Amizade mais segura. O Amor nos dá asas, a Amizade o chão. No Amor há mais carinho, na Amizade compreensão. O Amor é plantado e com carinho cultivado, a Amizade vem faceira, e com troca de alegria e tristeza, torna-se uma grande e querida companheira. Mas quando o Amor é sincero ele vem com um grande amigo, e quando a Amizade é concreta, ela é cheia de amor e carinho. Quando se tem um amigo ou uma grande paixão, ambos sentimentos coexistem dentro do seu coração. Wiliam Shakespeare
Escrito por filipa em 16:53:53 | Link permanente | Comments (0) |

2008/05/23

O olhar

Quero que olhar oculte

Toda a dor do coração,

Que seja manso e claro,

Cheio de emoção

 

E as dores que há por dentro,

Com sua infinita amargurada,

Transformar-se-ão no olhar

Em mansidão e em doçura.

 

E a visão dos olhos

Cheios de algum entardecer,

Na lembrança de algum fundo

E amortecido padecer.

 

Terá um prestigio de virtude

Feita de luz e de amor

E perderá toda a inquietude.

 

E o olhar será uma

Flor de cor e de emoção

Santificada de doçura.

 

 

   Pablo Neruda

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2008/04/17

Dia mundial do livro

O livro leva-nos ao sonho, à paixão, a encontrar amigos muito especiais...o livro é o infinito.

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2008/04/10

Glossário do Teatro

Cenário – Lugar onde decorre a acção. O cenário pode ser constituído em tela ou em outros materiais e situa o espectador na época e no lugar em que a história se passa.

Comédia – Peça de teatro que crítica social. O seu objectivo é fazer rir o espectador.

Peça – Texto que serve de base à representação.

Teatro – Lugar onde se representam peças de teatro; conjunto das obras dramáticas de um autor ou de um país; arte de representar; profissão de actor ou de actriz; fingimento.

Acção – Assunto, enredo, intriga, história(s) de uma peça de teatro.

Acto – Cada uma das divisões de uma peça de teatro, exige mudança de cenário.
Um intervalo marca a passagem de um acto a outro.

Actor – Aquele que representa uma ou mais personagens numa peça de teatro.

Cena – Subdivisão de um acto. Em cada cena, sai uma personagem ou entra outra.

Cenógrafo – Responsável pela criação/execução dos cenários.

Didascália – Indicação cénica que se refere à caracterização (atitudes) das personagens em vários momentos da peça, à sua movimentação em cena (entrada, saída, etc.), aos lugares em que se passa a história e ao tempo em que ela decorre.

Guarda-roupa – Conjunto de trajes que são pertença a uma companhia de teatro para desempenho dos actores em diferentes peças.

Papel – Parte da peça teatral que compete a cada actor desempenhar.

Contra-regra – Aquele que marca a entrada dos actores em cena.

Deixa – Palavra ou palavras do fim da fala de uma personagem, que determinam quando a outra personagem deve iniciar o seu discurso/a sua fala.

Aparte – Falas de uma personagem que, segundo as convenções (regras) teatrais, se destinam a ser ouvidas pelo público e não pelas outras personagens.

Bastidores – Espaços por detrás e ao lado do palco, fora de vista dos espectadores, onde os actores esperam pela sua entrada e onde se guardam os adereços e outros materiais.

Contracenar – Representar em contracena. Contracena significa estar fora da cena principal. Enquanto algumas personagens dialogam realmente, outras, em contracena, fingem dialogar para atingir determinado objectivo.

Palco – Parte de teatro onde os actores representam.

Ponto – Pessoa que, durante a peça é escondida do público, lê o texto, em voz baixa, aos actores quando eles se esquecem das suas falas.

Público – Pessoas que assistem à peça de representação de uma peça de teatro.

Autos/Dramaturgo – Autor de peças.

Caracterizador/a – Pessoa que caracteriza, que cria no actor uma face consentânea ao papel que ele vai desempenhar. Vários recursos/materiais são utilizados para alterar uma face.

Director(a) – Responsável máximo por uma companhia de teatro.

Encenador (encenação) – Aquele que idealiza o espectáculo teatral, dirigindo os actores nos seus papeis, levando À cena um texto original ou adaptação de um original.

Figurinista – Técnico do teatro que se ocupa dos modelos, dos figurinos (vestuário, maquilhagem, penteado e outros complementos).

Fotógrafo (fotografia) – Técnico especializado que regista os momentos, as cenas de uma peça de teatro. Pode acumular com as funções de operador de vídeo.

Luminotécnico – O responsável pela iluminação, pelo efeito das luzes em cena.

Produtor (produção) – Cargo que tem como objectivo organizar, coordenar a realização de uma obra artística.

Sonoplasta (sonoplastia) – Pessoa responsável pela execução dos efeitos acústicos que constituem o fundo sonoro de uma peça de teatro.

Escrito por filipa em 12:36:55 | Link permanente | Comments (0) |

2008/03/07

Amar

O Verão sem ti foi um inferno.
Comecei por sonhar contigo à noite. Agora sonho noite e dia.
Tu és genial.
Depois de uma pausa, o reencontro pode saber a mel.
Mesmo quando ando com outro, penso em ti.
Andei todo o Verão com a tua fotografia no bolso. Está amachucada mas ainda dá para ver como és lindo.
Sabes o que é a paixão? É o que sinto por ti.
Para um amor profundo há sempre hipótese de começo.
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2008/03/06

Provébios Populares

“Não há luar como o de Janeiro,
Nem amor como o primeiro”
“Em Janeiro, sete casacos e um sobreiro”
“Em Fevereiro chuva, em Agosto uva”
“Fevereiro quente trás o diabo no ventre”
“Sol de Março queima a dama do paço”
“Em Abril águas mil, canta o carro e o carril”
“Junho calmoso, ano famoso”
“Chuvas de verão depressa vem depressa vão”
“Setembro molhado, figo estragado”
“Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio”
Escrito por filipa em 12:24:16 | Link permanente | Comments (0) |

2008/01/25

"À caça do divertimento"

Divertimentos

 

Certa manhã, Sexta-Feira acordara mais tarde e ficara surpreendido por não encontrar Robinson, foi então, que olhou e viu o cofre debaixo da mesa aparentemente estava fechado, mas não à chave. Levara-o para a plantação de cactos, onde o abriu e deparou-se com tecidos preciosos, jóias reluzentes, e pensou em se vestir com aquelas roupas, mas por fim achou engraçado vestir os cactos.
Depois do almoço Sexta-Feira descansava deitado na rede de lianas, quando os pássaros pousavam perto de si, ele atirava-lhes flechas com a zarabatana e à noite assava-os.
Era por hábito Robinson e o seu companheiro exercitarem todo o tipo de jogos e fazerem desafios.
Certo dia, os dois discutiram e de seguida Sexta-Feira desapareceu, regressando duas horas depois, e trazia consigo uma espécie de manequim, que demonstrava as feições do amigo como forma de amizade, Robinson ao ver aquilo ficou emocionado e abraçou-o. Como forma de agradecimento Robinson dirigiu-se até à praia onde desenhou na areia uma estátua que era semelhante a Sexta-Feira.
Sexta-Feira inventou um jogo ainda mais interessante e curioso que consistia que ele e o seu colega trocassem de personalidades.
Um dia, Sexta-Feira encontrou uma cabra ferida, cuidou dela e pôs-lhe o nome de Anda. Ora certa manhã, Sexta-Feira acordou e sentiu um cheiro a bode, não disse nada, mas ficou a pensar. Na noite seguinte, estava acordado haver se acontecia alguma coisa, foi então, que encontrou um grande bode. Sexta-Feira ficou admirado, pois nunca tinha visto nada assim, foi então, que sentiu um cheiro e deduziu que seria o rei dos bodes mais conhecido por Andoar.
Sexta-Feira já estava muito afeiçoado a Anda e não a queria perder. Então, procurou o bode para desafiá-lo e Sexta-Feira caiu juntamente com Andoar, abaixo de um precipício, mas a sorte de Sexta-Feira foi que caiu em cima do bode.
Ferido, mas ao mesmo tempo contente Sexta-Feira sentia-se glorioso por cumprir a sua promessa de matar o bode e fazê-lo voar como sempre imaginara.

 

Os dois amigos faziam estes divertimentos para:
            - Ensinarem um ao outro aquilo que sabiam.
            - Para passarem o tempo.
            - Assim poderiam trocar ideias e assimilavam-nas.

 

 

Jogo

 

O jogo que eles poderiam ter inventado era o jogo do “Galo”. Que consiste em conseguir fazer uma linha com o mesmo símbolo.

 

 

Trabalho e Descanso na Justa Medida

 

A questão do tempo livre e lazer tornou-se uma preocupação constante nas pessoas.
O lazer está presente nas manifestações verbais e nas mais práticas corporais. Estas manifestações de lazer podem ser vistas na televisão, nas ruas, nos parques, nas universidades...
O lazer deve ser compreendido como um meio de essencial do ser humano.

 

 

O Conceito do Lazer

 

Podemos considerar a ausência de qualquer actividade concreta, ou seja, uma certa liberdade de não fazer coisa nenhuma. Surgem de forma inequívoca uma tentativa de definição de um certo tempo, em contraponto com o outro tempo. Assim, parece o conceito de “baptizar” à parte do dia em que não estamos ocupados com actividades objectivamente definidas.
Escrito por filipa em 11:22:37 | Link permanente | Comments (0) |

2008/01/24

"Acordar uns dias depois..." - "O grave acidente"

Paulo acordou uns dias depois na cama de um hospital. Ele era um rapaz muito magrinho, quase anoréctico e alto.
Quando Paulo acordou encontrava-se num quarto de um hospital, deitado numa cama, ligado a alguns aparelhos. Ele assustou-se quando viu o que o rodeava, mas rapidamente se acalmou, porque o Dr. Silva apareceu. O Dr. Silva era um médico muito simpático, baixo e gordinho.
– Dr. Porque é que eu me encontro aqui? – Perguntou o Paulo ao Dr. Silva. O Dr. Silva respondeu:
– Não te recordas, mas encontraste-te aqui em coma quatro dias, porque foste gravemente atropelado.
Passadas algumas horas a família do Paulo foi visitá-lo, porque foi informada que ele já tinha acordado do coma.
– Filho, como te encontras, estás bem? – Perguntou a mãe do Paulo. Ele respondeu:
– Sim, mãe estou bem.
Passados três meses...
Passados três meses o Paulo teve alta e assim regressou para a sua vida normal. No dia seguinte regressou à escola.
– Paulo até que enfim que regressas-te à escola, já estávamos cheios de saudades tuas. Estás bem? – Perguntou a Maria.
– Sim, Maria estou bem, já posso vir à escola, mas preciso de ter alguns cuidados comigo. Para já não posso realizar as aulas de Educação Física, nem fazer muitos esforços. – Respondeu o Paulo.
O João era o melhor amigo do Paulo, então, quando soube que ele regressou à escola foi logo procurá-lo. Quando o encontrou foi logo ter com ele. E perguntou-lhe:
– Está tudo bem contigo pregaste-nos cá um susto, queres que te empreste os apontamentos do tempo que faltas-te. Lembras-te do que é que aconteceu, quem foi?
H – não te preocupes está tudo bem comigo, se não te importares de me emprestar os apontamentos eu agradeço era mesmo o que te ia pedir. E não me lembro do que é que aconteceu e quem era, o Dr. disse-me que com o tempo ia recuperar a memória e depois já me lembraria do que é que aconteceu. – Respondeu o Paulo.
A primeira aula da manhã era geografia com a professora Margarida.
– Bom dia meninos. Então, Paulo já podes voltar à escola? – Perguntou a professora.
– Sim, professora já posso voltar à escola. – Respondeu o Paulo.
Passados alguns dias ele lembrou-se do que tinha acontecido.
– Lembrei-me, lembrei-me, lembrei-me!!! – Gritou o Paulo.
– Lembraste-te do quê? – Perguntou a Maria e o João ao mesmo tempo.
– Lembrei-me do que aconteceu, do acidente. – Disse o Paulo muito atrapalhado.
– E o que é que aconteceu? – Perguntaram eles novamente em coro.
– Eu ia a pé para casa no final das aulas, quando ia para atravessar a passadeira eu olhei para os dois sentidos da estrada e não vinha nenhum veículo. Ao atravessar apareceu um carro a alta velocidade e de repente atropelou-me, mas não consegui ver quem se encontrava dentro do carro.
O Paulo contou à família, ao médico e a mais pessoas, mas viu-se que só aquela informação não conseguiam encontrar os autores do atropelamento.
– Lamento imenso não conseguirem encontrar os autores do atropelamento. Nem com o maior cuidado se está livre de ter um acidente... tem sim menor probabilidade. – Disse o João ao Paulo.
– Eu faço as palavras do João minhas palavras, também lamento muito. – Replicou a Maria.
O João ficou muito feliz por os amigos lhe terem dado muita força e também lhe terem apoiado.
Escrito por filipa em 12:35:58 | Link permanente | Comments (0) |